As três escolas
o que é de cada umaCada uma responde uma pergunta diferente, falha por um motivo diferente, e assume que as outras já estão resolvidas. É aí que a operação quebra na prática: campanha impecável rodando criativo emprestado, ou criativo excelente morto por otimização na hora errada.
Derick
“O que este mercado sente, e qual peça disso o anúncio vai comunicar?”
- Parte de
- O mercado. Pesquisa de dor, psicologia e emoção antes de escrever qualquer linha.
- Entrega
- Um briefing.md de 14 campos, e dele uma NSL.
- Pressupõe
- Tempo e disposição pra pesquisar mercado antes de produzir.
- Falha assim
- Anúncio que tenta cobrir todas as dores e não morde nenhuma.
Jairet Crum
“Por que este anúncio persuade, e o que disso é meu?”
- Parte de
- Um anúncio que já está escalando. Recusa explicitamente a página em branco.
- Entrega
- Um mecanismo extraído, doze anúncios e a página de passagem congruente.
- Pressupõe
- Que existe um vencedor no mercado pra aprender com.
- Falha assim
- Ripar no nível 1 e ver o anúncio morrer em três dias sem ter aprendido nada.
Dário
“Essa ação vai melhorar o resultado, ou só satisfazer minha ansiedade de fazer algo?”
- Parte de
- Os criativos já prontos, entrando na conta.
- Entrega
- Uma campanha que sobrevive à fadiga e não morre de otimização.
- Pressupõe
- Que o criativo presta. Ele diz isso na cara logo no começo.
- Falha assim
- Triplicar orçamento depois de três vendas e matar o criativo.
O teste rápido pra saber de qual escola é um problema: se trocar o criativo resolveria, é da 1 ou da 2. Se o mesmo criativo funcionaria numa conta e não na outra, é da 3.
As duas escolas de criativo são o capítulo que falta uma na outra
A etapa 03 do Derick chama Mecanismo e cabe num slide: “mecanismos não se inventam, se encontram — desmontar, identificar, adaptar”. A palestra inteira do Jairet, 67 minutos, é o detalhamento desse único slide, com prompt pronto pra cada passo. Na direção contrária, o prompt de tradução do Jairet pede “quem é o cliente, o que ele já acredita antes de ver o anúncio, e cinco frases nas palavras dele”, que é o resumo em três campos das etapas 01 e 02 do Derick.
E discordam num ponto que importa. O Derick parte da página em branco e usa o método pra preenchê-la. O Jairet diz que a pior coisa que se pode dar a um artista é uma tela em branco. Não é contradição de mérito, é de pré-condição: quando já existe vencedor no mercado, o caminho do Jairet é mais rápido e mais seguro; quando você está criando a categoria de ângulo, o do Derick é o único que existe. Rodar o do Derick tendo vencedor disponível é trabalho a mais; rodar o do Jairet sem vencedor é ficar preso no nível 1.
Como as três se encadeiam
Não competem. O slide de ESCALA do Dário diz que o motor da escala são “novos criativos validados alimentando a campanha com Post IDs prontos”. Os doze anúncios do Jairet são esses criativos.
Mercado, dor única, emoção dominante e o mecanismo. Em arquivo, versionável.
Extrai o mecanismo de um vencedor, cruza com esse briefing e gira quatro camadas: doze anúncios com página congruente.
Validação em 3 dias com CPA ≤ 70% do ticket. O que passa vira Post ID e alimenta escala e controle.
Tem um cruzamento no sentido contrário. A resposta do Dário no Q&A sobre como afiliado se diferencia rodando a mesma oferta que outras 500 pessoas é conteúdo de criativo dito pelo professor de tráfego:
Mude onde mais gente passa
- Numa VSL, os primeiros 90 segundos. Num anúncio, os primeiros 20. Num advertorial, headline e imagem. Não precisa mudar tudo.
Expandir criativo validado com prova
- Se a copy diz “foi de 58 pra 42”, mostre a calça. Se diz “mistura três ingredientes”, mostre preparando. Ele pegou um criativo campeão de emagrecimento (a mulher abrindo a geladeira e achando o copo de gelo) e expandiu como micro-lead na frente da VSL, virando uma oferta de 42 minutos onde antes eram 40.
Personagem específico ensina o algoritmo
- Um funil de ED com história de veterano de guerra faz a Meta procurar veterano. A escolha narrativa vira segmentação, e é assim que o mesmo produto deixa de competir consigo mesmo no leilão.
Material completo
Slides das três palestras, transcrições e o PDF de prompts do Jairet estão na pasta DTC AFFILIATE BRASIL no Drive.
Escola 1 · Criativo do zero · dia 1
NSL System
Derick. NSL é o anúncio de imagem estática com copy longa no feed, marcado “Patrocinado”, que se disfarça de post. Quatorze etapas, sempre as mesmas, do mercado ao anúncio final.
O que a aula entrega não é uma ideia, é um arquivo. As dez primeiras etapas viram campos de um briefing.md, e é o arquivo que faz a IA escrever sem página em branco e que torna variação barata: troca-se um campo, não o anúncio inteiro.
Existe um processo. 14 passos, sempre os mesmos, do mercado ao anúncio final.
- Mercado
- →
- Psicologia
- →
- Mecanismo
- →
- Ponto de Contato
- →
- Emoção
- →
- Conceito
- →
- Ângulo
- →
- Formato
- →
- Copy Hook
- →
- Visual Hook
- →
- briefing.md
- →
- Estrutura
- →
- IA
- →
- NSL
É cadeia de dependência, não checklist: a saída de cada etapa é a entrada da seguinte. Se a dor da etapa 02 está errada, o copy hook da 09 não abre loop nenhum.
Etapa 02 · Um mercado não tem uma dor
1 mercado ≠ 1 dor.
O desejo primário é um; os pontos de dor são dezenas, e uma NSL forte escolhe um só. As seis levantadas no mesmo mercado de emagrecimento: não vestir mais as roupas antigas · o parceiro deixou de sentir atração · vergonha do próprio corpo · fugir das fotografias · vergonha de usar biquíni na praia · evitar a balança do médico.
É a regra que evita o anúncio que fala com todo mundo e não morde ninguém.
Etapa 03 · Todo anúncio forte responde dois porquês
| Mecanismo do problema | Mecanismo da solução |
|---|---|
| Por que as soluções anteriores falharam? problema percebido → tentativas anteriores → por que elas falharam |
O que precisa mudar para resolver a causa de verdade? causa real → o que precisa acontecer → resultado desejado |
Mecanismos não se inventam. Se encontram.
O método é engenharia reversa de VSL que já está escalando: desmontar → identificar o mecanismo → adaptar. É exatamente o que a escola 2 detalha em 67 minutos.
Etapa 04 · A conversa já está acontecendo
Ponto de contato é a porta de entrada para a conversa que já existe na cabeça do mercado.
| Trend Topic | O assunto em alta agora. |
| Notícia Viral | O que todo mundo viu essa semana. |
| Super-estruturas | Símbolos de credibilidade absoluta já instalados na cultura. |
| Crenças & Pergunta Paradoxal | O que o mercado já acredita, e os preconceitos sobre determinados grupos de pessoas. |
| Solução Dominante | O que todo mundo já tenta ou usa. |
| Inimigos | Quem ou o que colocar no banco dos réus. |
Etapa 05 · O mapa emocional
Seis famílias de emoção, e a regra é escolher duas: a partir daí, cada linha da história existe para provocar essas duas.
| Medo | assustado · indefeso · incapaz · excluído · reprimido · exposto |
| Raiva | desapontamento · humilhação · injustiça · frustração · traição · revolta · ridicularização · indignação · violação · inveja · ceticismo |
| Desaprovação | nojo · constrangimento · vergonha · rejeição |
| Tristeza | vulnerabilidade · culpa · impotência · ressentimento |
| Surpresa | confusão · choque |
| Orgulho | luxúria · vaidade · ganância |
Etapa 06 · A equação do conceito
Ponto de Contato + Mecanismo + Psicologia = Conceito
O fato ou ideia que o anúncio vai comunicar. Ainda não é a cena, ainda não é o texto. Exemplo dado em aula: Ryze Mushroom Coffee contém inulina (ponto de contato) → inulina + cafeína puxam água no intestino, causando diarreia (dor) → conceito.
Etapa 07 · Conceito e ângulo são coisas diferentes
| Conceito | Ângulo |
|---|---|
| O que queremos comunicar. | A perspectiva pela qual alguém sente essa ideia: um acontecimento, uma notícia, um personagem, uma situação plausível. |
É o corte mais afiado da aula. Quem colapsa os dois produz anúncio “sobre o nicho”; quem separa produz uma cena que alguém viveu.
Etapa 08 · A embalagem que faz publicidade parecer conteúdo
Conceito é o quê. Ângulo é por qual perspectiva. Formato é como isso aparece.
| Formato | Imagem que ilustrava |
|---|---|
| PoP Dramatizado | Close de rosto com marcas. Definição: “mostre um PoP por um ponto de vista mais dramático ou exagerado”. |
| Pedido de Ajuda | Foto de costas numa loja com legenda “guys i need help. I am desperate. This is my DEFAULT POSTURE 😭 HOW DO U EVEN BEGIN TO FIX THISSS” |
| Efeit… | Rótulo ilegível em duas fotos independentes, sempre coberto por uma cabeça. A imagem é um médico de jaleco dentro do carro. |
| Duplo Sentido | Close de fruta aberta, de leitura deliberadamente ambígua. |
Etapa 09 · Copy hook, uma ou duas frases
Feed → primeiro contato → 1 ou 2 frases → “eu continuo, ou ignoro?”. Quatro estruturas com template preenchível:
| Estrutura | Exemplo real | Template |
|---|---|---|
| Abrindo no meio da conversa | “So, my husband started drinking RYZE, and now he keeps shitting his pants.” | Então, [personagem] começou a usar [solução dominante] e começou a [ponto de dor intensificado] |
| Anomalia contrária a credencial | “I'm 38 years old. I lost my morning wood at 36. I'm a urologist.” | Sou [credenciais] e [evento contrário à credencial aconteceu] |
| Pare de + inviabilização do mecanismo popular | “Please STOP filling in your eyebrows every morning after 50.” | Por favor PARE de [usar solução dominante / acreditar em causa dominante] |
| Segredo de bastidor | “Doctors smoke every day and don't have lung problems. Here's what none of them will tell you…” | [Superestrutura] faz [hábito contrário] e mesmo assim não sofre com [ponto de dor]. Aqui está o que ninguém te conta… |
Ângulo + Estrutura = Copy Hook
Etapa 10 · Dois ganchos, duas funções
Copy hook abre um loop na cabeça do leitor: ângulo → estrutura → copy hook.
Visual hook interrompe o scroll: visual do formato → stop scrolling → visual hook.
Não é “imagem bonita”. É um estímulo construído.
Como as funções são diferentes, dá pra testar os dois de forma independente em vez de trocar “o criativo”.
Etapa 11 · Agora isso é um arquivo
O anúncio que ele construiu ao vivo, campo por campo. É aqui que a aula vira operação: troca-se um campo, não o anúncio inteiro.
- Mercado
- Emagrecimento
- Desejo primário
- Emagrecer
- Ponto de dor
- Vergonha de usar biquíni na praia
- Mecanismo do problema
- Baixa produção natural de GLP-1
- Mecanismo da solução
- Estimular a produção natural de GLP-1
- Ponto de contato
- Trend: Mounjaro + Ozempic Face
- Emoção dominante
- Constrangimento + Vulnerabilidade
- Conceito
- Supressão prolongada leva à flacidez; contraponto: GLP-1 natural
- Ângulo
- Marido mostra a esposa de biquíni na praia, sem excesso de peso mas com a pele flácida
- Formato
- PoP Dramatizado
- Copy Hook
- So, my wife decided to try Mounjaro so she could wear her black bikini to the beach again this summer. She just never imagined THIS would happen…
- Visual Hook
- Mulher de biquíni na praia expondo a flacidez
Ela não eliminou a vergonha. Ela trocou uma vergonha por outra.
Etapas 12 a 14 · Do briefing à peça
- briefing.md
- +
- biblioteca-de-estruturas.md
- →
- IA de escrita
- →
- Escolher e adaptar a estrutura
- →
- Escrever
- →
- NSL pronta
O papel da IA é deliberadamente pequeno: ela não decide mercado, dor, mecanismo nem ângulo. Escreve o que o briefing já decidiu, dentro de uma estrutura já escolhida. É por isso que o método funciona sem virar texto genérico.
Os buracos desta escola
A biblioteca-de-estruturas.md nunca apareceu. As duas últimas etapas mandam combinar o briefing com um segundo arquivo que não foi mostrado. É a maior lacuna prática pra reproduzir o método.
A etapa 01 (Mercado) não foi ensinada, e não existe slide dela em nenhum lote. Mercado e desejo primário chegam prontos, e toda a cadeia depende dessa escolha.
Zero camada de decisão. Termina em “NSL pronta”: nada sobre quantas variações por briefing, o que medir, qual sinal mata um hook. Isso vem da escola 3.
Escola 2 · Criativo de vencedor e microlead · dia 2 · 67 min
Ripagem white
Jairet Crum. Americano radicado em Florianópolis, hoje Head de Brand Performance numa marca de beleza para mulheres 50+ nos EUA. Antes, departamento de criativos de agência com faturamento na casa do bilhão; recorde citado de US$ 1 mi em um dia, numa conta só, no YouTube.
Ele abriu admitindo que começou o mercado ripando anúncio, e o argumento da palestra inteira é que existe um jeito de fazer isso que acumula em vez de alugar.
Como é o dia quinze
O slide que abre a seção “por que roubar não funciona” descreve a espiral em quatro tempos, e ela é reconhecível de longe:
| 1 | CPA sobe. Você aumenta o budget. Piora. |
| 2 | Você mata. Agora não tem nada rodando. |
| 3 | Volta pro spy. Acha outro vencedor. Outra pessoa achou também. |
| 4 | Sobe frio, sem levar nenhum aprendizado. O relógio zera. |
O passo 4 é o que define o método inteiro: o problema não é o anúncio morrer, é você chegar no anúncio seguinte sabendo exatamente o mesmo que sabia antes.
| 01 | Por que o anúncio que você ripou para de funcionar em duas semanas |
| 02 | Os seis níveis de ripagem, e em qual você tá |
| 03 | O processo rodando na sua frente, num anúncio real |
| 04 | O que aumentou a minha conversão ainda mais do que qualquer anúncio em si |
A linha 04 é a pré-suasão e a página de passagem. Ele avisou na abertura que essa seria a parte mais valiosa, e é justamente a que fica de fora de quem anota só a ripagem.
Anúncio roubado tem prazo de validade. Mecanismo roubado não tem.
O número que sustenta a tese: o anúncio da conta que fez US$ 1 mi em um dia durou 18 meses, porque ele reformatou o mesmo mecanismo umas vinte vezes. Um anúncio ripado com outras dez pessoas rodando dura de três dias a duas semanas.
Os seis níveis de ripagem
A escada tem uma linha no meio, e a linha é o ponto da aula: abaixo dela a persuasão continua sendo de outra pessoa; acima, passa a ser sua.
As quatro camadas, um botão por vez
| Botão | O que é | O que muda | Custo |
|---|---|---|---|
| COPY | o que é dito | Abertura nova | Mais barato — 3–4 variações |
| CENÁRIO | onde está dito | Carro, cozinha, caminhando, mesa | Barato — 2–3 variações |
| TALENTO | quem diz | Outra pessoa completamente | Caro — 2–3 variações |
| ARCO | como se desenrola | Reestrutura o caminho | Aposta grande — 1–2 variações |
Testa-se do botão mais barato pro mais caro, e o ponto de girar um de cada vez é descobrir qual camada está fazendo o trabalho.
Você não vence a curva de fadiga achando um anúncio melhor. Você vence tendo outros anúncios já escalando quando ele cai.
A demo, passo a passo
Ele pediu ao organizador um anúncio que estivesse escalando naquela semana e desmontou no palco: um infoproduto de saúde, livro de receitas, beterraba com gengibre e limão pra fluxo sanguíneo, 1min30, 75% de desconto.
Desmontar
Jogar o vídeo no Gemini, que separa o que está sendo dito do que está sendo mostrado e devolve transcrição com timestamp mais shot list. Ele não transcreve à parte: o shot list é justamente o que transcrição de áudio não dá.
Gemini · de graçaRotular
Para cada bloco: qual a função, qual a psicologia por trás que ajuda a vender, qual o visual, e como os três trabalham juntos.
Separar
Duas colunas sem sobreposição. Deles: os ingredientes, a receita, o livro, o preço, o desconto, as promessas específicas. Transferível: só mecanismo e movimento estrutural, escrito como princípio portátil.
Traduzir
Só a coluna transferível vai pra IA, junto com o seu produto e a linguagem real do seu cliente. O roteiro deles nunca entra. No palco, “receita fácil com o que tem em casa pra provar o problema” virou, em skincare: pega um espelho de mão, deita no sofá, olha teu rosto deitada, depois levanta e olha de novo.
Multiplicar
Girar os quatro botões, um de cada vez. No palco ele girou só o primeiro e saiu com quatro ângulos: choque de velocidade, perimenopausa mal atribuída, o cemitério de compras e já me queimei. Quatro hooks × três combos = 12 anúncios de uma única análise. A IA ainda devolveu a ordem de teste: o mais fácil e barato primeiro.
O detalhe que ele destacou no meio da demo: no anúncio original, o aparelho de pressão mostra 180 quando a copy fala do problema, e 8/30 quando fala da solução. Ninguém diz isso em voz alta. É o cenário vendendo sozinho, e só aparece quando se lê o shot list em vez do roteiro.
Os quatro prompts
Ele liberou um PDF, “The Ad Rip Prompts — four prompts, one ad in, twelve ads out”, com um prompt por etapa. O que vale mais que os prompts é uma instrução dentro deles:
Notice what is NOT in this prompt: their script. You paste what their script was doing, never what it said.
E, no segundo prompt, uma seção que quase ninguém escreveria: “WHY IT WOULD BREAK”, o que na coluna transferível depende de condições que a sua oferta pode não ter. Instrução literal: “Be blunt. I would rather find out here than after I spend money.” Há ainda um bônus Run It Native, pra reescrever o roteiro noutro idioma como se tivesse nascido nele, preservando a estrutura de persuasão batida por batida. O PDF completo está na pasta do Drive.
A outra metade: pré-suasão e microlead
Na metade da palestra ele vira a chave com um slide de uma linha: “Tudo até aqui foi sobre o anúncio. Essa é a outra metade.”
Persuasão é quando eu preciso te convencer. Pré-suasão é quando você se convence sozinho.
| O anúncio | seu |
| A página de passagem | seu |
| A VSL | não é sua, nunca vai ser |
É o que justifica a atenção obsessiva na página intermediária: são as duas únicas peças em que o afiliado tem alavanca de verdade.
| Recurso | Persuasão | Pré-suasão |
|---|---|---|
| Quantidade / ticket | “Compra 6, economiza 30%” | O depoimento cita comprar seis. Enquadrado antes de ver o preço. |
| Preço | “São só $50” | “Economizei $1.000 no ano passado graças a este livro e os remédios caseiros dele.” |
| Pressuposição | “Essa é uma decisão importante” | “A essa altura você já entendeu que essa é uma decisão importante.” |
| Prova social | “Milhares de clientes satisfeitos” | “Acabei de pedir meu segundo kit de seis frascos, não quero ficar sem.” |
| Escassez | “Estoque limitado, compra agora!” | “Eu publiquei por conta própria. Só tive grana pra imprimir cem livros. Não sei quando vai ter mais.” |
| Credibilidade | “Recomendado por médicos” | Escala um talento com cara de quem entende. Passa credibilidade antes de falar. |
Pré-suasão geográfica é a versão de uma palavra: engenharia alemã, artesanato japonês, design norueguês, precisão suíça. O adjetivo faz o trabalho que o argumento faria.
| No anúncio | Na página de passagem |
|---|---|
| 1 · Plante a recompensa cite o que só entrega no minuto 12 da VSL, nos seus 10 primeiros segundos |
1 · Congruência a página continua exatamente de onde o anúncio parou |
| 2 · Abra um loop que você não fecha seu anúncio pergunta, o funil responde |
2 · Leva o loop adiante, não fecha aprofunda a pergunta, não responde |
| 3 · Pré-enquadre o formato avisa o que vem, pra não parecer mudança incongruente |
3 · Entrega aquecido a VSL tem que parecer a recompensa chegando, não um pitch novo |
E aí ele mostra que rodou tudo isso na plateia
O slide mais desconcertante da palestra: cada técnica de pré-suasão, a frase exata que ele usou, e em que minuto da própria apresentação ela entrou.
| Técnica | A frase que ele usou | Minuto |
|---|---|---|
| Plantar a recompensa | “Uma coisa mexeu mais na minha conversão que qualquer anúncio” | min 2 |
| Pré-enquadrar o formato | “Aos vinte minutos eu paro de falar e começo a construir” | min 5 |
| Abrir um loop | “Quanto tempo um vencedor continua vencedor” | min 9 |
| Aprofundar o loop | “Dezoito meses” — e depois “esse é só metade do motivo” | toda seção |
| Congruência | “Duas semanas.” Conta quantas vezes você ouviu | toda seção |
| Autoridade emprestada | “O organizador leu meus números antes de eu subir” | min 0 |
| Geográfica | A piada do gringo | min 1 |
A questão do white hat
Ele encara a pergunta de frente, com o slide chamado “Isso não continua sendo roubo?”, e responde com uma regra de duas linhas:
Leve o motivo de ter funcionado. Deixe tudo que identifica eles.
| Seu pra aprender | Deles |
|---|---|
| O mecanismo, o arco, o beat emocional deles | Imagens, roteiro, promessas, provas, marca |
De onde vêm as frases
A pesquisa que alimenta o bloco do avatar:
- Comentários nos próprios anúncios
- Reviews, principalmente Amazon nos produtos concorrentes
- Scrapers que puxam voz de cliente de fóruns
Ele citou um repositório público de scraping pra Reddit e LinkedIn, que agora bloqueiam acesso direto, e disse ter montado “um cérebro novo pra marca em dois dias” raspando mais de seis mil fontes. E o alerta que vale sozinho: ler os comentários ruins também. Quem reclama entrega objeção, e quem elogia entrega o próximo ângulo.
Iniciante traduz as palavras. Você traduz a voz.
Persona não é “mulher 50+”. É o que ela já acredita sobre o problema antes de ver o anúncio, o que já tentou, do que já desistiu, e cinco frases nas palavras dela.
Whitespace e congruência
Congruência é pré-requisito, não refinamento. A empresa dele só sobe anúncio quando a página bate com o ângulo. Ângulo novo pede página nova, senão o teste mede incongruência e não o ângulo, e o ângulo leva a culpa.
Whitespace é o nome do ângulo que a conta ainda não ataca. O processo: achar o vazio, clonar a página com o ângulo novo, pegar cinco a dez anúncios que já funcionam e clonar com o mesmo ângulo, e mandar o lote pra essa página.
C.U.B. · o filtro pra reprovar antes de subir
| Confusing | Estatística demais. “28%, 29%, 58%” é número demais pra cabeça de quem está passando o dedo. |
| Unbelievable | “Perdi 20 quilos numa semana”, “tenho 78 anos e acordei parecendo ter 25”. |
| Boring | Trecho lento, vários takes da mesma cena. Ele corta e acelera pra próxima cena. |
Levando pro YouTube
Do Q&A. Pra validar, ele sobe o vertical direto, sem recortar, e deixa o Google preencher as bordas. Depois adapta pensando no contexto da plataforma: no feed a pessoa está entediada, no YouTube ela foi buscar informação. Então o gancho vira mais educacional, e ele mira placements em canais de notícia (Fox, CNN) pra atingir 60+.
O organizador complementou com a regra inversa, que a operação dele usava em nutra: o criativo do YouTube é o mesmo argumento sem a descarga dopamínica. Deixavam cru, sem efeito e às vezes sem legenda, porque é esse o conteúdo nativo da plataforma.
O fechamento
Pega um anúncio que você já queria roubar. Roda os cinco passos. Sai com doze anúncios em vez de um que morre em duas semanas.
E fecha: “E se for fazer só uma coisa: sobe um nível.”
Os buracos desta escola
Depende de haver vencedor. Em oferta ou ângulo genuinamente novo, o método não tem por onde começar, e é aí que a escola 1 entra.
Não diz quanto testar. Ele entrega doze anúncios mas não diz com quanta verba, por quantos dias, nem qual sinal mata cada botão. Isso vem da escola 3.
A linha entre nível 4 e 5 é ética e jurídica, não só técnica, e a aula trata como se fosse só de eficácia.
Escola 3 · Tráfego · dia 2 · 89 min com Q&A
Os pilares da escala
Dário. Case declarado: R$ 6 mi investidos para quase R$ 30 mi, ROI final 3, marca DTC própria de 3 anos rodando Brasil, Reino Unido, Latam e França. Print em tela: R$ 2 mi para R$ 8 mi.
A tese é que quase todo problema atribuído ao Facebook é problema de oferta, criativo ou desconhecimento da ferramenta. E que o Andrômeda não trabalha sozinho: quem decide a entrega são os motores por baixo dele.
Os motores que a Meta roda por baixo
| Meta Lattice | Embedding comportamental do usuário + embedding do criativo (texto, imagem, promessa) + contexto (tempo, device, momento). Não pergunta “quem é o público?”, pergunta “qual combinação pessoa + criativo + momento maximiza resultado?”. |
| Meta GEM | IA generativa e modelagem criativa. Interpreta criativos e gera variações. É por isso que misturar conceitos dentro do mesmo conjunto o confunde. |
| Sequence Learning | Modela a sequência de ações do usuário, não um evento isolado: por onde passou, que produto parecido abriu, quanto tempo levou pra agir. |
A consequência prática: um conjunto de anúncios = uma hipótese. O conjunto é a unidade que briga no leilão.
Teste de público não existe mais. Existe teste de criativo.
Ele lembrou que isso não é novidade do Andrômeda: a documentação da Meta de 2022 já falava de conceito de criativo, diversificação e estilo UGC. E citou a política de circunvenção: a Meta identifica quando você está rodando o mesmo criativo com a mesma copy que já roda em outra conta.
O contexto de volume que justifica tudo: mais de 1 bilhão de vídeos por dia subidos na plataforma entre posts e anúncios, e uma estimativa de 300 anúncios impactando cada pessoa por dia.
O ciclo de vida da campanha
Validar CPA e achar criativos promissores. Janela de 3 dias.
- CPA máx = 70% do ticket
- Valida formato, conceito e copy
- Teste de público: ignorar
Mais 4 dias. Não é hora de escalar, é hora de confirmar que aguenta verba.
- ROAS ≥ 2 por 3 dias
- ROAS ≥ 2 → duplicar com campeões em 1-1-X
- ROAS muito acima → isolar em CBO 1-1-1
- Dia ruim: pode pausar até 7 dias
O motor são novos criativos validados entrando com Post ID pronto.
- +20% a cada 24h conservador
- 2× a cada 12–24h agressivo
- Nunca duplicar campanha pra escalar
Teto encontrado. A campanha está “em produção”: monitorar, não otimizar.
- ROAS estável 7+ dias
- Alimentar via Post ID
- CPA subindo em 7 dias = fadiga
As contas
| O quê | Valor |
|---|---|
| Orçamento diário | (CPA × Nº de criativos) ÷ 3 |
| Mínimo por conjunto (CBO) | 10–30% do proporcional. Ex.: $1.000 ÷ 5 conjuntos = $200 → mínimo de $20 a $60. |
| Janela de atribuição | Clique 7 dias + visualização 1 dia. Marcada como “não mexa”. |
| Taxa de assertividade | (criativos validados ÷ criativos testados) × 100 |
| Faixa saudável | 50 criativos na semana validando de 3 (6%) a 5 (10%) |
| Corte de variação | Só variar ads com ROI 1.6 pra cima |
| Janelas de análise | 30D → 15D → 7D → 3D. O que muda entre elas diz mais que a janela isolada. |
| Maturidade de conta | Mínima 7 dias · média 30 · classe 2 aos 90 |
| Penalidade por rejeição | 1,1× a 1,2× a mais no custo por criativo reprovado |
Assimetria · a raiz de copy que ele usa
Toda decisão antecede uma comparação.
Todo produto é assimétrico, e a percepção cai em um de três lugares:
| Simétrico | “Isso aqui vale o que eu vou pagar.” |
| Assimétrico negativo | “Isso aqui não vale o que está sendo oferecido.” |
| Assimétrico positivo | “Caramba, isso aqui vale muito mais do que eu vou pagar.” |
Pra quem quer construir marca e não só rodar oferta de terceiro, ele trata isso como a decisão anterior ao criativo: assimetria de produto vem antes de assimetria de copy.
Os perfis psicológicos
Ele mostrou um mapa mental com mais de mil nós, feito à mão, cruzando três eixos: o que faz a pessoa assistir (formato, estilo, timing, curiosidade), o que faz a pessoa comprar (argumento, estrutura de copy, identificação psíquica) e o perfil de quem está do outro lado.
| Perfis | Formatos |
|---|---|
| curioso · cético · sonhador · prático · social · reativo · lógico-racional | diálogo · caixinha de perguntas · anúncio estático · vídeo curto de 15 a 30s · podcast · conversa · rotina · analogia |
Quem vende para o cético vende para qualquer perfil.
Os ângulos que funcionam no cético: causa raiz do problema, aviso urgente, previsão, meta-análise com conceito científico. A lógica é que, se você capta a atenção e a confiança de quem duvida, fica mais fácil pra todos os outros perfis. E o alerta que acompanha: as pessoas não cabem numa forminha de pudim, então esperar que um único anúncio venda pro país inteiro é o erro de origem.
O ritual de análise de criativo
Como o time dele decide o próximo criativo, e é mais simples do que parece:
Olhar em silêncio
Abrem o criativo e ficam olhando por 15 minutos, sem falar. Se é vídeo, assistem umas 20 vezes.
Cada um diz o que percebeu
Um por um: o que você notou, como esse criativo te impactou.
Os copywriters propõem
Qual o próximo ângulo e o próximo formato pra atingir um público próximo, ou o mesmo público de outra forma.
Descrevem e executam
Escrevem o que vai ser feito e seguem na sequência.
E o teste mais barato da palestra: ele pegou o criativo de um conhecido que não vendia, chamou a diarista da casa dele e pediu só pra assistir e dizer o que achou. Resposta em dois minutos: “é golpe, seu Dário.” O criativo estava reprovado por quem era o público, não por métrica nenhuma.
Dois cases que ele abriu
A calcinha respirável · R$ 50 mi/ano
- Mecanismo de uma frase: a calcinha respira. Nada além de “existe um problema, nós resolvemos, e eu te provo”.
- O anúncio recorde vendeu R$ 2 mi sozinho e durava 15 segundos: o marido aparece vestindo a calcinha da esposa, ela abre a porta e pergunta o que é aquilo.
- O resto do catálogo era demonstração pura: o produto chegando na casa, outras mulheres usando.
O hook cristão · CPA pela metade
- Pesquisa numa oferta de emagrecimento mostrou que 78% das clientes eram cristãs.
- Ele passou a usar cortes de figuras religiosas como hook de 20 segundos e reescreveu a comunicação pra essa mulher.
- O CPA caiu pela metade e ficou 15 dias em 2.200 vendas por dia. A lição que ele tira: direcionar a copy pra um recorte de crença não é erro, é o oposto de tentar vender pra todo mundo.
As métricas, por tipo de funil
| Funil | Métricas |
|---|---|
| Base (todos) | CPM, CTR, CPC, custo por visualização de página de destino. O CPM importa porque o Facebook cobra por impressão: CPM caro significa criativo entrando mal no leilão ou conta penalizada. |
| VSL | play rate, CTR do botão, retenção da VSL, custo por IC, taxa de conversão e taxa de checkout |
| Presell | o mesmo, trocando por CTR e tempo na presell |
| PDP | tempo na página e CTR do botão de compra |
| Quiz | retenção do quiz. E a regra: quanto maior o quiz, maior tem que ser o ticket, porque o lead sai mais qualificado mas custa mais caro pra chegar no fim. |
Como referência de escala em quiz, ele citou duas operações gringas: uma que investiu mais de US$ 100 mi em tráfego rodando quase full quiz, e outra na casa dos US$ 50 a 60 mi rodando quiz com anúncio só de imagem.
EPC, a métrica do afiliado
No nível de afiliado, ele reduz a duas: CPA (quanto custa cada venda) e EPC (quanto cada clique rende). A diferença de quem opera high level é olhar pro EPC, não pro CPC: CPC diz o que você paga, EPC diz o que o clique vale. Escala saudável mora na relação entre os dois. Pra dono de marca entram LTV, recompra e margem de contribuição, que o afiliado não tem.
Formatos que a operação dele validou por etapa de funil
| Interface de story | Imita story com fonte e barra de progresso. Some o aspecto de anúncio no feed: o olho registra como conteúdo de amigo e para antes de filtrar. |
| Conversa de WhatsApp | Conversa curta que dramatiza o problema ou revela o resultado. Carrega curiosidade natural: quando vemos uma troca de mensagens, queremos saber o contexto e como termina. |
| Portal de notícia | Manchete com linguagem editorial e estética de portal. Quebra a percepção de publicidade antes de o cérebro identificar a oferta. |
E o lembrete que ele repetiu: anúncio estático converte muito, e anúncio simples de 15 a 30 segundos funciona muito bem.
Três táticas que valem sozinhas
Não desligue campanha boa. CPA estourou não significa criativo morto: significa morto naquele leilão. Baixa o orçamento ao mínimo e segura. Quando ela fizer uma venda com CPA baixo, sobe 30%. Fez outra, sobe 30%. Ela reentra em outra prateleira do leilão sem perder o histórico da conta.
Bid cap que não gasta. No conjunto, coloque o valor mínimo próximo do seu ticket médio ou do CPA alvo. Ele acelera pra gastar.
Não misture estratégias na mesma conta. Orçamento diário, bid cap, cost cap e orçamento total em contas separadas, cada uma com URL ou subdomínio próprio, porque o touchpoint que mais pesa é o destino. Testando ticket diferente, o pixel também precisa ser diferente, senão a inteligência de compra oscila entre dois patamares.
Bid cap é pra extrair lucro. Não é pra escalar.
Ele foi explícito: em toda a carreira conseguiu escalar de verdade com bid cap uma vez, e descreveu como um parto.
Do Q&A
Estrutura de funil
- Brasil roda 1-1-1 e joga verba; americano roda 2-3-3. A escola americana abre a história no topo, quebra objeção no meio e vende só no fundo, com o mesmo personagem nos três. Topo aceita ROAS 0,8–0,9 porque o fundo entrega 4, 5, 6.
- O tamanho do texto decide onde o anúncio bate. Imagem com texto curto pega topo; um parágrafo médio puxa pro meio; long form vai direto pro fundo.
Contingência de ativos
- Perfil real bate perfil farmado. Perfil de parente ou amigo, comprado aos poucos. Perfil bom dentro de BM ruim melhora a BM; perfil ruim dentro de BM cara derruba o score dela.
- Conta de agência compartilhada é risco correlacionado. Todo mundo na mesma agência, o score cai junto e todo mundo cai na mesma semana.
- Score da conta = anúncios aprovados × tempo × orçamento. Farmar com proxy residencial, devagar.
Os buracos desta escola
Assume oferta e criativo dados. Ele diz isso explicitamente no começo, mas depois monta o método inteiro por cima da suposição.
Divergência entre o dito e o projetado. Ele falou +30% três vezes; o slide de ESCALA diz +20% a cada 24h. Ao aplicar, fixar um.
“Nunca duplique pra escalar” contraria a prática mais difundida do mercado. É a afirmação mais cara da palestra e a que mais merece teste próprio antes de virar regra.
O que aplicar
do mais barato pro mais caro| Escola | Item | O que é, e por que compensa |
|---|---|---|
| tráf | Taxa de assertividade | Validados ÷ testados × 100, alvo 6–10%. É a métrica que separa as escolas na prática: assertividade baixa com estrutura boa é problema de criativo; assertividade boa e escala travada é problema de campanha. |
| tráf | Teto de CPA em 70% do ticket | Vira limiar duro por oferta em vez de julgamento caso a caso. |
| tráf | Não desligar, afogar | Orçamento ao mínimo em vez de pausar, +30% a cada venda. Recupera campanha que estourou CPA sem perder o histórico da conta. |
| tráf | O teste da diarista | Mostrar o criativo pra alguém do perfil do público antes de subir. Custo zero, e pega “é golpe” em dois minutos. |
| ads | Gemini no desmontar | Vídeo → transcrição + shot list com timestamp. Transcrição de áudio não dá a trilha visual, e é nela que mora metade da persuasão. |
| ads | Os quatro botões | COPY, CENÁRIO, TALENTO, ARCO, um por vez. É a expansão mais barata que existe, e girar um de cada vez é o que permite saber qual camada ganhou. |
| ads | Congruência ângulo–página | Ângulo novo pede página nova. Vira um gate antes de subir lote, e evita que teste de ângulo dê falso negativo. |
| ads | Ler os comentários ruins | Quem reclama entrega objeção; quem elogia entrega o próximo ângulo. Vale mais que a maioria das ferramentas de spy. |
| zero | Uma dor só | Regra simples, difícil de seguir, e responsável por boa parte da diferença entre anúncio que morde e anúncio que passa batido. |
| zero | Briefing como arquivo | Transforma “ideia criativa” em objeto versionável. É o que torna a IA confiável e a variação barata. |
O que falta nas três
Compliance. Nenhuma das três tocou no assunto, e as três trabalham nichos (emagrecimento, ED, saúde feminina) onde a política de saúde e atributos pessoais da Meta é o limitador prático mais duro. O exemplo trabalhado no dia 1 é justamente a combinação que a plataforma pune mais rápido: GLP-1, vergonha corporal e corpo em foto. Vale como linha de custo no planejamento, não como detalhe.
O bloco de encerramento
O último bloco do dia 2 não ensina método. Vale pelo que anuncia.
Roadmap da plataforma
- Co-produção. Quem tem funil próprio validado ganha produto exclusivo e passa a receber como produtor, com afiliados rodando pra ele.
- CPA dinâmico em beta: o tracker identifica qual campanha traz maior ticket médio e sobe o CPA dela automaticamente.
- Construtor de página integrado, previsto pra setembro ou começo de outubro.
- Processadores europeus aprovados; funis de visão e memória pra França e Alemanha.
- Ofertas na fila: editorial de ED, VSL de ED de 40–45 min, próstata, osteopatia, mini VSL de memória e de emagrecimento no ângulo de chá verde.
O convite
- Legacy, grupo de 33 pessoas. Mil vendas na plataforma dá o direito de aplicar, e a aprovação é pelos próprios membros, com caráter como critério declarado.
- Encontros previstos: GP de Fórmula 1 no Brasil em novembro, missão China pra escolher produtos, e Dubai em fevereiro.
Onde está o material bruto
Slides das três palestras separados por palestrante, transcrições completas e o PDF de prompts do Jairet: pasta DTC AFFILIATE BRASIL no Drive.
Usar isto com IA
três prompts prontosEstes prompts transformam o material numa sessão de trabalho aplicada à sua oferta, em vez de virar mais um PDF que ninguém abre.
Antes de colar, faça isto
1. Baixe o arquivo RESUMO-DAS-3-ESCOLAS.html da pasta no Drive. É esta mesma página, num arquivo só.
2. Anexe o arquivo na conversa com a IA (Claude, ChatGPT, Gemini, tanto faz).
3. Cole um dos prompts abaixo.
Anexar o arquivo funciona melhor que mandar o link: link nem toda IA consegue abrir, e quando abre costuma ler só um pedaço.
Prompt 1 · Entender as três escolas e escolher por onde começar
Use se você quer primeiro entender o material e descobrir qual das três disciplinas resolve o seu gargalo de hoje.
Em anexo está o resumo de um evento de marketing de resposta direta com três palestras: uma sobre criar criativo do zero a partir do mercado, uma sobre extrair o mecanismo de um anúncio que já escala e transformá-lo em doze, e uma sobre operar tráfego na Meta (validação, escala e fadiga). Leia o material inteiro antes de responder. Depois de ler, faça nesta ordem: 1. Em até 10 linhas, qual é a tese central de cada uma das três escolas e onde elas se contradizem. 2. Me pergunte qual é a minha oferta, em qual nicho, para qual mercado, e em que ponto eu estou hoje: sem criativo, com criativo mas sem escala, ou escalando e perdendo margem. 3. Só depois da minha resposta, diga por qual das três escolas eu devo começar e por quê. Regras: - Não invente número, prazo ou limiar que não esteja no material. Se eu perguntar algo que o material não responde, diga que não está lá. - Ao citar uma regra, diga de qual palestrante ela veio. - Português do Brasil, direto, sem enrolação.
Prompt 2 · Montar o briefing.md da sua oferta
Aplica o método de 14 etapas da escola 1. A IA te entrevista etapa por etapa e devolve o arquivo pronto.
No material em anexo há um método de 14 etapas para construir um anúncio de imagem com copy longa (chamado NSL), que termina num arquivo briefing.md. Quero montar esse briefing para a MINHA oferta. Me entreviste, uma etapa por vez, na ordem do método. Não avance para a etapa seguinte sem eu responder a atual, e não responda por mim. Nas etapas em que o material dá opções fechadas (os seis pontos de contato, o mapa emocional, os quatro formatos de NSL, as quatro estruturas de copy hook), me mostre as opções do material e me faça escolher. Nas etapas 02 e 05, me force a escolher UMA dor e DUAS emoções. Essa é a regra do método e não é negociável. Na etapa 03, me lembre de que mecanismo não se inventa: me peça a VSL ou o anúncio concorrente de onde eu vou extrair o mecanismo. No fim, entregue o briefing.md preenchido, no mesmo formato do exemplo que está no material. Minha oferta: [DESCREVA: produto, nicho, país, ticket, e o que ele faz]
Prompt 3 · Diagnosticar uma campanha
Aplica a régua da escola 3. Serve pra decidir se a campanha precisa de ação ou de paciência.
No material em anexo há um ciclo de vida de campanha em quatro fases (validação, confirmação, escala e controle), cada uma com sinais de entrada e saída, mais uma tabela de fórmulas e limiares. Vou te passar os números de uma campanha minha. Faça o seguinte: 1. Diga em qual das quatro fases ela está, e por qual sinal você concluiu isso. 2. Diga se ela está dentro ou fora dos limiares do material: teto de CPA, ROAS mínimo, ritmo de aumento de orçamento, janela de análise. 3. Diga qual é a ÚNICA próxima ação, e o que eu NÃO devo mexer. Se faltar algum número para você decidir, peça antes de responder. Não chute, e não use limiar que não esteja no material. Campanha: [COLE: ticket, CPA atual, ROAS, dias no ar, orçamento diário, número de criativos e o que você já mexeu]
Para ripar anúncio, use os prompts do próprio Jairet
Não escrevi prompt para a escola 2 porque seria pior que o original. Ele distribuiu os dele no evento: The Ad Rip Prompts, quatro prompts encadeados mais um bônus.
Abrir direto: The-Ad-Rip-Prompts-Jairet-Crum.pdf
Na pasta, o caminho é DTC AFFILIATE BRASIL → 03-JAIRET-ads-microlead → The-Ad-Rip-Prompts-Jairet-Crum.pdf
| Prompt | O que faz |
|---|---|
| 1 · STRIP | Roda no Gemini, que é quem separa a trilha visual da falada. Devolve transcrição literal com timestamp mais o shot list (o que aparece na tela e o texto queimado). |
| 2 · BREAKDOWN | Mapa de beats, o mecanismo central em um parágrafo, a separação entre transferível e deles, e a seção WHY IT WOULD BREAK: o que na coluna transferível depende de condição que a sua oferta pode não ter. |
| 3 · TRANSLATE | Escreve o roteiro novo. Recebe só a coluna transferível, o seu produto e cinco frases na linguagem real do seu cliente. O roteiro deles nunca entra. |
| 4 · MULTIPLY | Gira os quatro botões um de cada vez (copy, cenário, talento, arco) e ainda devolve a ordem de teste, do mais barato pro mais caro. |
| Bônus · RUN IT NATIVE | Reescreve o roteiro em outro idioma como se tivesse nascido nele, preservando a persuasão batida por batida e sinalizando onde trocou sentido por naturalidade. |
Os prompts dele ficam em inglês mesmo que o seu anúncio seja em português. Está escrito na primeira linha do PDF.
Duas coisas que valem saber antes
A IA não sabe o que não está no material. Os três prompts acima proíbem inventar limiar de propósito. Se a resposta trouxer um número que você não encontra no resumo, desconfie.
O método não decide por você. Nas três escolas, a IA escreve e organiza; mercado, dor, mecanismo e ângulo continuam sendo escolha sua. É exatamente isso que o Derick diz na etapa 13 e o Jairet no prompt de tradução.